Ocupação de mulheres do MST em São Gabriel pede a retomada das negociações de reforma agrária

Ocupação de mulheres do MST em São Gabriel pede a retomada das negociações de reforma agrária

Foto: Divulgação

Grupo chegou na madrugada desta segunda-feira ao local e é monitorado pela Brigada Militar

A ocupação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que ocorreu na madrugada desta segunda-feira (9) em uma área de 400 hectares pertencente à antiga Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro), em São Gabriel é formada por um grupo de cerca de 500 mulheres, conforme as últimas atualizações. As informações são do portal UP TV.

A mobilização integra a Jornada Nacional de Luta das Mulheres Sem Terra, que ocorre em todo o país entre os dias 8 e 12 de março. As atividades estão relacionadas às ações do Dia Internacional da Mulher e têm como lema “Reforma Agrária Popular: enfrentar as violências, ocupar e organizar”.

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De acordo com o movimento, os atos buscam denunciar o que classificam como paralisação da reforma agrária no Brasil. No Rio Grande do Sul, a mobilização também tem como objetivo cobrar do governo do Estado a retomada das negociações para destinação de áreas voltadas à criação de assentamentos e ao reassentamento de famílias.

Segundo a integrante da direção nacional do MST Lara Rodrigues, o movimento aguarda encaminhamentos após reuniões realizadas com representantes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e do governo estadual.

– Com essa ocupação, queremos dizer ao governador que aceitamos a proposta de assentamento nas áreas da Fepagro. Já podemos ir para lá com as famílias acampadas do Rio Grande do Sul – afirma.

A dirigente também destacou que a área em São Gabriel tem significado simbólico para o movimento. O município foi palco de mobilizações históricas do MST, como a marcha realizada em 2003, e também do caso envolvendo a morte do trabalhador rural Elton Brum da Silva durante uma reintegração de posse em 2009.

Atualmente, São Gabriel possui 10 assentamentos ligados à reforma agrária, reunindo mais de 740 assentados. Segundo o movimento, cerca de 100 produtores do município participam do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), fornecendo produtos para quartéis e cooperativas.


O que diz o governo do Estado

Em nota, o governo do Rio Grande do Sul informou que a Brigada Militar vinha monitorando a movimentação dos integrantes do MST nos últimos dias e deslocou efetivo para a região. Conforme o comunicado, os policiais teriam impedido a ocupação da área por parte dos manifestantes que chegaram ao local. A ação também teria evitado qualquer tipo de confronto. 

O governo estadual informou, ainda, que a Secretaria da Agricultura acompanha a situação e irá avaliar as medidas cabíveis para garantir a preservação do patrimônio público.

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